quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O Zé nunca fez falta

O Zé que se entretinha irresponsavelmente a bloquear obras municipais com providências cautelares, que adorava arvorar-se em defensor máximo do Povo desprotegido contra os “interesses” e que pairava na política autárquica lisboeta com aquele “non sense” de D. Quixote puro e impoluto, acabou.

O Zé garantia que fazia falta.
Mas, depois de eleito como vereador na autarquia lisboeta deslumbrou-se.
O presidente da Câmara ofereceu-lhe um tapete vermelho de honras e mordomias. O Zé, espantado com a sua própria importância, aceitou tudo em nome dos superiores “interesses”.
Nesse processo de transformação, o Zé deixou de ser o Zé. Passou a ser o Sr. Vereador José Sá Fernandes.
E o Sr. Vereador José Sá Fernandes já não precisa do Zé, da força política que o apoiou ou dos eleitores crédulos que lhe ofereceram o voto. Agora, já é um homem do poder socialista.

É lamentável que alguém troque as suas convicções por meras conveniências de circunstância, por muito que essas circunstâncias sejam bem remuneradas.

Para o Bloco de Esquerda, que ontem retirou a confiança política ao seu ilustre vereador, é uma lição.
Pode ser que os bloquistas, que adoram atacar todos aqueles que pensam de forma diferente da sua com recurso a (falsos) argumentos de autoridade e absoluta abnegação no serviço público, tenham aprendido qualquer coisa com o Zé deles e o Sr. Vereador Sá Fernandes do Presidente António Costa.
Se não aprenderam, é porque não têm mesmo qualquer vergonha naquelas caras.

4 comentários:

Pedro Jesus disse...

Estou completamente de acordo.

Em Setembro de 2007, enquanto Presidente da Comissão Política da JSD H, assinei um comunicado, juntamente com a CPN da JSD, as CPS da JSD Secção B, da JSD Secção A e JSD Secção E, criticando o acordo autárquico feito entre o PS e o BE, argumentado que este iria apenas servir os interesses políticos comuns entre o PS e o Vereador José Sá Fernandes e não os do BE e, em suma, os de Lisboa.

Argumentámos ainda que este acordo representava uma "fraude" nas expectativas de todos os eleitores do BE.

Colocámos cartazes por Lisboa. Quem não se lembra da mensagem "O Zé faz falta...Mas agora calado!"

Na altura fomos atacados pela Esquerda, pela Direita, pelos nossos companheiros de Lisboa (hoje muitos são acérrimos defensores da causa autárquica em Lisboa. Pudera! Estamos a entrar em período pré-eleitoral...).

O tempo deu-nos razão.

Curiosas são ainda as declarações de Francisco Louçã em 29 de Setembro de 2007, aquando da vitória do Dr. Menezes:

“É curioso que tenham sido os apoiantes do dr. Menezes a promover esta iniciativa" (colocação dos cartazes da JSD).
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1306117&idCanal=undefined

É caso para afirmar: e não tínhamos razão?!?


Citando Jorge Coelho, "em política há memória curta"...

Anónimo disse...

Sr lopes,este é um magnífico artigo.
Eu não faria melhor,estou completamente de acordo com as suas observações.
Trata-se de um exemplar e tanto!
Este traste causou enormes prejuízos aos contribuintes com as suas tricas políticas oportunistas.
É o exemplo acabado do que não deve ser um político.
Oremos para que os eleitores consigam perceber melhor o que é um oportunista falacioso.

Pêndulo Pensador disse...

Para quem fez tanto barulho por causa do Túnel do Marquês, estranho que não tenha alinhado na contestação ao projecto do terminal de contentores em Alcantara?!

Mas, entretanto, ficamos a saber que o Bloco, em princípio, irá apoiar Helena Roseta... Agora, passará a ser... a Lena que faz falta!

jose gomes disse...

O meu reconhecimento pelo vosso trabalho de qualidade. Há Políticos com muito boa vontade.
Mas... teremos, todos, que entender:
1. Os grandes problemas sociais da humanidade não são efeito de Partidos Políticos ou de Pessoas.
2. É, o SISTEMA que governa o Planeta, inviável e passará por mudanças radicais que são inevitáveis, e drásticas para quem tentar impedir.
3. As prepotentes Instituições Sócio-Político-Económico-Religiosas alienaram o cidadão esmagando-o ao seu serviço.
4. O ser humano tentou destruir a sua Essência com suas Leis, numa corrida desenfreada de interesses pessoais, esquecendo as Leis Universais.
5. O Novo Sistema passará pela diluição de Partidos, Igrejas, Clubes. Estes são efeito da obsessão de ideias pessoais pela ganância do poder.
6. É URGENTE OPTAR PELOS GRANDES VALORES UNIVERSAIS para o EQUILIBRIO/HARMONIA GLOBAL.

http://www.viagem7.blogspot.com

...Comente/Dê sugestão.
A sua Participação é essencial no Processo Evolutivo do Universo.
um abraço no amor divino/equilibrio global
.jose gomes